Restrição de sutura do osso temporal como um fator de risco para otite média aguda em crianças: estudo de coorte

Suture restriction of the temporal bone as a risk factor for acute otitis media in children: cohort study

Chantal Morin1*, Dominique Dorion2, Jean-Marie Moutquin3,4 and Mélanie Levasseur1

Restrição de sutura do osso temporal como um fator de risco para otite média aguda em crianças: estudo de coorte

Antecedentes: A disfunção da trompa de Eustáquio (TE) tem um papel importante na patogênese da otite média aguda (OMA). Infelizmente, há uma falta de conhecimento sobre o papel exato do suporte ósseo da TE, do osso temporal, sobre a ocorrência de OMA. Este estudo investiga se uma restrição severa de sutura do osso temporal pode ser um fator de risco para desenvolvimento de otite média aguda em crianças pequenas.


 Métodos: Usando um desenho prospectivo de coorte, 64 crianças com idade entre 6 a 18 meses, sem história prévia de OMA foram seguido durante o inverno (setembro de 2009 a abril de 2010). O estado do osso temporal (categorizado como com ou sem restrições de sutura grave) foi avaliado por meio da palpação e um teste de mobilidade desse osso craniano. Informação sobre fatores de confusão de base e fatores de risco potencial para a OMA (sexo, idade, peso ao nascer, idade gestacional, uso de chupeta, frequência a creche, a presença de irmãos, baixo status socioeconômico, amamentação ≥ 6 meses, o tabagismo dos pais e história de infecção do trato respiratório superior), também foram coletadas. A ocorrência de OMA diagnosticadas por médicos que foram cegos em relação ao status de mobilidade do osso temporal foi o resultado principal. Os dados foram analisados ​​utilizando modelos hierárquicos lineares e não-linear (multinível).


Resultados: Uma restrição severa de sutura do osso temporal foi identificada em 23 crianças (35,9%). Pelo menos um episódio de OMA foi diagnosticada em 14 (48,3%) das orelhas associadas com ossos temporais identificados anteriormente como tendo restrição severa de sutura e em 28 (28,3%) das crianças sem restrição de sutura grave. Um maior risco de OMA foi explicado pela restrição severa de sutura do osso temporal (ajustado risco relativo (RR), 2,26, 95% CI 1,43-2,91, p <0,01), uso de chupeta (RR, 2,59, 95% CI 1,51-3,22, p <0,01) e menor idade (RR, 0,22; IC 95% 0,10-0,52, p = 0,001).




Conclusões: Os resultados do estudo indicam que a restrição severa de sutura do osso temporal é um fator de risco para OMA em crianças pequenas. Estudos de intervenção subsequentes são necessários para determinar se esse fator de risco mecânica pode ser modificada em crianças pequenas.

Um forte abraço

Bons estudos.

Fellipe Amatuzzi Teixeira, Ft, Msc, D.O., PhD
Fisioterapeuta
Osteopata pela Escuela de Osteopatia de Madrid - EOM
Especialista em Osteopatia - UCB/RJ
Member of Scientific European Federation Osteopaths - SEFO
Mestre em Educação Física - UCB/DF
Doutor em Ciências e Tecnologias em Saúde - FCE/UnB

CURRICULUM LATTES 

Prof Fellipe Amatuzzi é osteopata DO pela EOM e professor do curso de Fisioterapia da Universidade de Brasília
É um interessado em estudos relacionando respostas vasculares e autonômicas frente ao tratamento osteopático e tratamento da dor crônica atuando no grupo de dor crônica do Hospital Universtário de Brasília – HUB/UnB




Comentários

  1. O estudo é auto-limitante, uma vez que não pode ser comprovada a restrição do temporal ou cegar os avaliadores. Seria interessante avaliar crianças com e sem otite e determinar se há relação com a doença/restrição/não restrição. Abs e parabens pela abordagem...

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